Divertimo-nos com os doidos
na hipótese de que o não somos.
Marquês de Maricá, Escritor e filósofo

Os outros. Sempre os outros. A doideira é coisa dos outros. Só que não. É adn de quem, como nós, corre os dias em frenético alvoroço de cumprir funções, horários, padrões e rotinas. Está latente em cada fugaz pensamento do que pode ser a hora sem relógio, o momento sem regra, a vida no após; é cada espaço que damos à boémia. A doideira é chão que brota prazer e liberdade e onde semeamos os tempos em que queremos ser, nós mesmos, como outro.
Divertimo-nos na Boémia com os doidos, como os doidos.

Maria Salvador
Catarina Machado
Curadoria FOLIO Boémia